Salário x remuneração: qual a diferença? Entenda a diferença entre os conceitos e realize a gestão de funcionários da melhor forma

Salário x remuneração: qual a diferença? Entenda a diferença entre os conceitos e realize a gestão de funcionários da melhor forma

Embora os termos “salário” e “remuneração” sejam comumente usados como sinônimos, há diferenças significativas entre eles. Compreendê-las é fundamental para a saúde financeira da sua empresa e para uma melhor gestão de funcionários.

Salário
Diferente da remuneração, que inclui todas as categorias de benefícios que o profissional recebe, o salário é a recompensa paga diretamente pelo empregador ao colaborador pelo serviço prestado, sendo determinado por várias situações, como, por exemplo, o tipo de contrato.
No Brasil, existe o “salário mínimo”, que indica o valor mínimo que deve ser pago a um profissional que trabalha 44 horas semanais. Este valor é definido e reajustado pelo Governo Federal.
Pode ser definido como salário base ou salário bruto aquele que foi definido no contrato de trabalho. É o salário fixo, sem desconto de impostos. Já o salário líquido, é aquele recebido pelo empregado após desconto das taxas trabalhistas.

Remuneração
A remuneração inclui todos os rendimentos que um empregado recebe, como os benefícios estabelecidos no contrato de trabalho, os ganhos extras e o próprio salário. Assim, todo salário é remuneração, mas nem toda remuneração é salário.
Os benefícios podem ser considerados um pacote de vantagens e facilidades oferecidas aos colaboradores voluntariamente ou de acordo com as leis trabalhistas. Alguns exemplos de benefícios legais são o décimo terceiro salário, as férias remuneradas, a aposentadoria e as horas extras.
Já os benefícios espontâneos são definidos pela empresa de acordo com a sua cultura e as necessidades dos funcionários, como bolsas de estudos, cestas básicas e empréstimos de automóveis.
A remuneração pode ser funcional, quando está associada ao plano de cargos e salários, com base nas tarefas e responsabilidades; ou variável, quando varia de acordo com aspectos determinados pela empresa ou gestor. Contudo, a remuneração não pode ser menor que o salário mínimo legal.

O que determina a lei?
O salário é estabelecido pelo artigo 458 da CLT:
“Art. 458 – Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações “in natura” que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas.”
Já o artigo 457 da CLT, define que estão incluídos na remuneração do empregado os bônus legais e as comissões, horas extras, adicional noturno, insalubridade, periculosidade, entre outros.
Os valores considerados remuneração que constituem a base de cálculo do 13º salário, férias e dispensas incluem: horas extras, noturnas, jornada de trabalho insegura e insalubre, DSR, comissões, gratificações, descontos e gorjetas.

Qual a importância do sistema de remuneração e benefícios para uma empresa?
É fundamental diferenciar salário e remuneração, uma vez que eles devem estar registrados no contrato de trabalho. Isso porque, se a empresa enfrentar alguma disputa judicial em termos trabalhistas, a decisão será baseada nos salários e remunerações estipulados em contrato.
Se não houver distinção entre um e outro, a empresa pode arcar com custos elevados. Portanto, diferenciar salário e remuneração é, mais do que uma garantia aos colaboradores, uma garantia à própria organização.
O sistema de remuneração e benefícios é um complemento importante ao salário, uma vez que auxilia no engajamento, satisfação e produtividade dos funcionários. Além disso, também valoriza a reputação da empresa e reduz custos com as demissões e contratações.

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